Eu não preciso do feminismo. Mesmo?

Umas semanas atrás vi sendo compartilhado alucinadamente no facebook uma lista de motivos pelos quais algumas mulheres dizem não precisar do feminismo. O que dizer, né? Estou há meses fazendo um detox de tretas de facebook e não vou me dar ao trabalho de comentar post por post e desmentir todas as asneiras que li. Então achei mais prático explicar aqui, através de um post no blog, ponto por ponto dessa atualização de status desonesta.

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(1) Não preciso de cotas, se quero algo, vou atrás

Cotas fazem parte de ações de política afirmativa que visam trazer igualdade material à grupos historicamente negligenciados, discriminados, assassinados e oprimidos pelo nosso sistema capitalista de bosta. Cotas visam minimizar os efeitos de anos, décadas, séculos de exclusão da sociedade desses grupos.

Dizer que cotas são algo desnecessário é não reconhecer uma estrutura excludente e discriminatória que age, não através de leis (todos somos iguais segundo a constituição) mas através de ações do dia a dia. Acreditar na meritocracia e dizer que “quem quer algo, vai atrás” é (1) ignorar as estatísticas e pesquisas que indicam, entre muitas outras coisas, que mulheres não conseguem chegar a cargos de comando com a mesma facilidade do que homens e (2) deixar subentendido que quem não ~chegou lá~ não o fez por preguiça. Ou seja, as mulheres somos preguiçosas, não gostamos de sucesso, dinheiro, estabilidade na carreira e ganhamos em torno de 20% a menos do que homens exercendo a mesma função porque queremos, não é mesmo?

Mulheres recebemos 10% de toda a renda percebida no mundo e somos proprietárias de 1% de todas as propriedades desse mesmo mundo. De acordo com essas pessoas que são contra políticas afirmativas, o mundo é perfeitamente justo da maneira que está e o fato de não recebermos nem sermos donas de fatias igualitárias é por opção NOSSA e não por conta de uma estrutura que nos impede de chegar onde poderíamos chegar.

(2) Não sou menosprezada por ser mulher, sei do meu potencial

Será? Saber do potencial basta? E quando seu chefe te manda buscar o cafézinho? E quando a única mulher na sala de reuniões é você? E quando todos pegam no seu pé uma vida inteira por você querer ser engenheira ao invés de enfermeira? E quando todos os presentes que você ganha quando criança e adolescente tem a ver com cuidados e vida doméstica? Será que isso não te ensina nada sobre o teu potencial?

Existem inúmeras mensagens que recebemos desde bebês nos ensinando onde é o nosso lugar, o que podemos ou não fazer, o que uma mulher é capaz ou não. Mulheres que fogem desse script são duramente criticadas, fortemente desencorajadas e mesmo quando elas conseguem ultrapassar todas as barreiras visíveis e invisíveis elas ainda assim tem uma chance mínima de chegarem ao topo da carreira, a cargos de direção e chefia, ganharem o mesmo que seus colegas homens. E mesmo quando atingem o sucesso, viram párias da sociedade, não são mais mulher pra casar, têm extrema dificuldade em encontrar um parceiro que ~aceite~ ganhar menos do que elas, que aceite que a prioridade delas seja a carreira e não a família – algo que nunca é um dilema na vida dos homens. Diga-me quantas vezes em revistas masculinas você viu uma matéria entitulada: como equilibrar carreira e família? Apenas mulheres precisam fazer essa escolha.

(3) Cantada na rua não é estupro

Cantada na rua não é estupro, mas faz parte da cultura do estupro.

Historicamente, a rua, os espaços públicos, não são lugares para as mulheres ocuparem. E quando nós os ocupamos, nossos corpos são automaticamente vistos como objetos a disposição do observador. O assédio nas ruas é muito forte. São os olhares, as buzinadas e as cantadas que acontecem o tempo todo, com todas, não importando a forma como estamos vestidas. E é sim uma violência, pois junto com a cantada sempre existe a possibilidade da violência. Muitas mulheres não revidam, principalmente quando estão sozinhas à noite, por medo de alguma retaliação pior. O que vemos nas ruas? Mulheres sempre acuadas, de cabeça baixa, evitando olhar para os lados, caminhando rapidamente rumo ao seu destino. Será coincidência?

​É uma sensação horrorosa​, essa de estar sendo constantemente violentada. E é um medo constante. Medo de mandar​ pro inferno, porque nunca se sabe se o(s) cara(s) é ou não um maluco que pode se ofender e vir nos agredir… E não podendo mandar ​pro inferno, medo até de dar uma risada, por ​receio que o cara entenda como uma abertura e venha nos abordar. E caminhamos, cabeça baixa, falando o mínimo possível, em passos apertados, presas na condição de sermos mulheres – e desacompanhadas.

Esse terrorismo institucional que faz parte da criação de toda mulher, e que começa quando somos meninas de 8, 10 anos, pros homens é besteira. Eles também são educados, geralmente pelo pai, a dispararem grosserias a qualquer gatinha que passa. Faz parte da sua masculinidade. Opa, você achou exagerado eu chamar grosserias na rua de terrorismo? Então você só pode ser homem. Pergunte pra sua mãe, pra sua irmã, pra sua filha, que idade ela tinha quando ouviu a primeira cantada, e como se sentiu. Sei que a sociedade ou faz pouco caso desse nosso martírio do dia a dia, ou inventa que nós mulheres adoramos ouvir elogios como “Quero ser seu absorvente interno”, porque faz bem pra nossa autoestima.

O princípio da cantada na rua não é o elogio. Não é a proposta, o convite. Pelo contrário, é o insulto. É a dominação. É lembrar quem manda aqui. Só quem está numa posição de poder pode avaliar. Quem é subordinado é avaliado. […] Todos os homens se acham no sagrado direito de avaliar o corpo de uma mulher. Só porque ele é homem, ela é mulher, e uma sociedade patriarcal totalmente ultrapassada decidiu que ele pode.​

(4) Nem todo homem é estuprador

Nem todo homem é estuprador, mas 98% dos que cometem estupros são homens e 90% das vítimas de estupro são mulheres. Então sim, existe um potencial risco de sermos estupradas, a qualquer momento, por qualquer pessoa – principalmente por pessoas do nosso convívio, da nossa família.

Nenhuma mulher, penso, acredita que TODO homem seja estuprador. Sabemos que NEM TODO homem é estuprador. Mas quando falamos de cultura de estupro, essa conversa não é sobre agressores individuais. Essa conversa é sobre algo que é um problema social sistemático muito mais profundo. Esses agressores não são aqueles monstros que rastejam para fora do esgoto e invadem a cidade, cometem seus crimes bárbaros e voltam para a escuridão. Os bandidos são muito mais normais do que isso, e muito mais cotidianos do que isso. Então as perguntas certas são: o que estamos fazendo em nossa sociedade e no mundo? Quais são os papéis das várias instituições (escola, família, igreja) que estão ajudando a produzir homens abusivos? Qual o papel do sistema de crenças religiosas, da cultura do esporte, da cultura da pornografia, da estrutura familiar, da economia e como tudo isso está conectado? Como tudo isso funciona?

E apenas quando nós começarmos a fazer esse tipo de conexões e a fazer essas grandes perguntas, então poderemos falar em como poderemos transformar o mundo. Poderemos falar sobre como fazer algo diferente. Como mudar as práticas? Como mudar a socialização de garotos e as definições de masculinidade que levam a esses resultados atuais? Esses são os tipos de perguntas que precisamos perguntar e os tipos de trabalhos que precisamos fazer.

Acho de uma improdutividade imensa alguém levantar a mão e falar “mas nem todo homem…” toda vez que a gente quer debater tudo o que engloba a cultura do estupro.

(5) Mais de 90% dos homicídios, são cometidos contra homens, nem por isso vejo eles pedindo leis específicas

Mais de 90% dos homicídios são cometidos contra homens porque eles se metem em atividades criminosas, por exemplo. Ou são vítimas de atividades criminosas. Diferentemente da maior parte das mulheres assassinadas, que o são pelo simples fato de serem mulheres. A violência contra a mulher é mais sistemática e repetitiva do que a que acontece contra os homens. Esse nível de recorrência da violência precisa gerar mecanismos de prevenção.

Dentre as causas de morte comuns entre homens, sabe qual NÃO encontramos? Homens que são mortos simplesmente por serem HOMENS. Enquanto isso, a violência doméstica é a SEGUNDA principal causa de morte entre mulheres.

(6) Não precisamos de leis específicas para gênero, precisamos apenas que as leis que já existem, sejam cumpridas.

O princípio da igualdade, aquele que tá lá na Constituição, não pode ser apenas formal, mas também visar a ótica material. Cabe ao Estado editar normas que possibilitassem a redução das desigualdades sociais, econômicas e culturais, promovendo a intervenção do Estado em prol da equiparação dos indivíduos perante as diferentes condições de vida. As pessoas são desiguais no que se refere a questões biológicas, sociais, culturais, etc.

O Brasil é um Estado Social. Ou seja, legitima o tratamento diferenciado dos grupos socialmente vulneráveis, direcionado neste momento para os trabalhadores e para os mais pobres. E, no caso do feminicídio, para as mulheres.

José Afonso da Silva:

“É preciso que coloquemos, então, o que todos sabem: o respeito ao princípio da igualdade impõe dois comandos. O primeiro, de que a lei não pode fazer distinções entre as pessoas que ela considera iguais – deve tratar todos do mesmo modo; o segundo, o de que a lei pode – ou melhor, deve – fazer distinções para buscar igualar a desigualdade real existente no meio social, o que ela faz, por exemplo, isentando certas pessoas de pagar tributos; protegendo os idosos e os menores de idade; criando regras de proteção ao consumidor por ser ele vulnerável diante do fornecedor etc. É nada mais que a antiga fórmula: tratar os iguais com igualdade e os desiguais desigualmente”.

Ações afirmativas são medidas especiais e temporárias, tomadas ou determinadas pelo estado, espontânea ou compulsoriamente, com o objetivo de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, garantindo a igualdade de oportunidades e tratamento, bem como de compensar perdas provocadas pela discriminação e marginalização, decorrentes de motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros. Portanto, as ações afirmativas visam combater os efeitos acumulados em virtude das discriminações ocorridas no presente e no passado.

(7) Você se aposenta 5 anos mais cedo que um homem

Isso mesmo. Mais do que merecido, considerando que a esmagadora maioria das mulheres trabalha desde muito jovem com os cuidados com a casa e os irmãos, e depois de adulta acumula jornadas. Mulheres trabalham fora E trabalham em casa. Pergunte para a sua mãe, principalmente se ela tinha irmãos homens, quem ajudava a sua avó na faxina. Caso os meninos também ajudassem, pergunte quem ajudava MAIS. Quem tinha mais responsabilidades quando criança, quem ajudava com a louça do almoço e janta, quem cozinhava mais e quem podia ficar mais tempo brincando na rua. Minha impressão é que hoje em dia isso esteja mudando, mas não sei, não tenho muitos amigos com filhos.

(8) Você quando comete um crime, tem punição mais branda pelo simples fato de ser mulher.

Verdade. Vários estudos apontam que as mulheres criminosas recebem penas mais brandas do que os homens. Alguns desses estudos apontam justamente o fato de as mulheres criminosas sendo exceção à regra, enquanto os homens seriam ~naturalmente~ delinquentes. Porém considero essa apenas mais uma faceta escrota da sociedade patriarcal em que vivemos.

Estude um pouco mais sobre o que defende o movimento feminista e você verá que nós feministas somos contra os papéis de gênero, inclusive contra esses ideais de masculinidadonde os homens precisam ser mais violentos para serem considerados machos de verdade.  Buscamos justiça e igualdade para ambos os sexos.

(9) Câncer de próstata também mata, mas o governo investe 50 vezes mais para conscientizar e tratar o câncer de mama

Não há fonte nenhuma (pelo menos não encontrei) para comprovar essa afirmação. O que eu vejo com relação a prevenção de câncer de próstata é culpa dos próprios homens (ou dos tais papéis de masculinidade que mencionei acima). Existe (e não venha me dizer que não) preconceito dos homens em relação ao câncer de próstata já que exige o toque retal.

Apenas 44% dos homens brasileiros vão ao urologista, e desses 44%, mais da metade só vão por insistência das companheiras. E uma possível razão de se gastar mais com o câncer de mama deve ser pelo fato de mulheres irem mais ao médico, precisam, assim, de mais recursos.

(10) Apesar dos homens serem a maioria esmagadora das vítimas de acidente de trânsito, acidente de trabalho, homicídio e suicídio, quase todas as ONG’s são voltadas para as mulheres

Beibe, sinta-se a vontade para criar a sua ONG. ONGs são organizações não vinculadas ao governo (ao menos não diretamente) criadas por seres humanos normais, assim como eu e você. Se você está se sentindo subrepresentado pelas ONGs da sua cidade, região ou país, por que não levantar as mangas e começar a trabalhar pela sua causa?

Aqui em Blumenau criamos nossa própria ONG, feminista, para trabalhar com e para mulheres, porque sentimos a necessidade disso. Vamos parar de delegar responsabilidades?

(11) Você não é obrigada a servir o exército, na hora que uma guerra acontecer, você vai ficar “bonitinha em casa”, sem fazer porra nenhuma, enquanto o homem vai estar guerreando por nós.

Eu nunca entendo esse argumento, até porque aqui na minha cidade só serve o exército quem quer. Eles estão sempre com excesso de contingente e só chamam os caras que declaram em alto e bom som que querem sim servir. Então, na prática, serviço militar nem é mais obrigatório no Brasil.

Mas digamos que fosse. Vamos lá. Pode parecer uma surpresa para alguns, mas o feminismo não é a favor do serviço militar obrigatório aos homens. Mas é sim contra o alistamento obrigatório para todos. Não queremos que nem homens nem mulheres sejam obrigados a participar desse treinamento bizarro e desumanizador que acontece no exército. 

Não faz sentido lutar por alistamento militar obrigatório às mulheres enquanto podemos lutar para que o alistamento não seja obrigatório à ninguém!

Mas nem todas as mulheres pensam assim, e essas mulheres que acham serviço militar algo legal sempre lutaram para fazer parte das forças armadas, espaço esse que sempre foi um “clube do bolinha”, afinal, guerra não é “coisa de mulher”. Os Colégios Militares, por exemplo, só foram aceitar mulheres com a Constituição Federal de 1988. Também só depois de 1980 que as mulheres puderam integrar as forças armadas no Brasil, em funções administrativas.

Então, isso nunca foi uma questão das mulheres não quererem servir, elas simplesmente não podiam servir. E esse é um lado repressor do machismo aos homens: se o homem tem que ser forte, protetor, caberia a ele, então, servir à pátria e arriscar sua vida em combate.

Mais uma vez, vocês delegando responsabilidades que são suas ao movimento feminista. Eu nunca vi homens fazendo passeata pelo fim do alistamento militar obrigatório. Que tal começar hoje?

Esse post AQUI sobre o assunto também é ótimo.

(12) E não me venha com a falácia de que homens (com o mesmo tempo de serviço) recebem mais que as mulheres para desempenhar exatamente o mesmo trabalho que elas. Porque não faz nem sentido.

O gênio que redigiu isso não fez questão nem de guglar. O fato de que mulheres recebem menos que os homens, apesar de realmente não fazer muito sentido dentro da lógica capitalista, é comprovado o tempo todo, todos os anos, por um sem número de pesquisas.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID – mostra que, apesar do recente crescimento econômico e das políticas destinadas a reduzir as desigualdades, as diferenças salariais relacionadas a gênero e etnia continuam sendo significativas nos países latino-americanos.

As mulheres latino-americanas ganham menos, mesmo que possuam um maior nível de instrução. Por meio de comparação simples dos salários médios, foi constatado que os homens ganham 10% a mais que as mulheres. Já quando a comparação envolve homens e mulheres com a mesma idade e nível de instrução, essa diferença sobe para 17%. Da mesma forma, a população indígena e negra ganha em média 28% menos que a população branca de mesma idade e nível de instrução. Uma das conclusões do estudo é de que a diferença salarial étnica poderia ser reduzida em quase um quarto com a melhora dos níveis de instrução dessa população.

De acordo com a pesquisa, os homens ganham mais que as mulheres em todas as faixas de idade, níveis de instrução, tipo de emprego ou de empresa. A disparidade é menor nas áreas rurais, em que as mulheres ganham, em média, o mesmo que os homens. A menor diferença salarial relacionada a gênero está na faixa mais jovem da população que possui nível universitário, sendo a defasagem mais baixa entre trabalhadores formais e mais alta entre aqueles que trabalham em pequenas empresas.

Veja a pesquisa completa AQUI.

Mulheres vão levar 80 anos para ter salário igual aos homens, diz pesquisa.

Salário das mulheres ainda é 30% menor que o dos homens.

Mulheres receberam 74,5% do salário dos homens em 2014, aponta IBGE.

(13) Faça um visita ao Oriente Médio pra ver o que é opressão de verdade!

Oi?

Então só porque tem lugares supostamente piores do que o Brasil, isso nos tira a legitimidade de lutar por melhorias aqui? Discordo.

E ainda assim, o que é “opressão de verdade” que só acontece lá no Oriente Médio? Se estamos falando de feminicídio, estupros e violência contra a mulher, lamento informar mas o Brasil é pior do que os países do Oriente Médio. O Brasil é o quinto país do mundo em ranking de violência contra a mulher. Essa taxa só é maior em El Salvador, na Colômbia, na Guatemala e na Rússia. Viu algum país do Oriente Médio aí nessa lista? Não, né?

Se a opressão de verdade que se está falando é o uso da burka e outras tradições muçulmanas, não sei se existe tanta diferença, realmente. Claro que eu odiaria ter que usar burka nesse calor blumenauense, mas odiaria tanto quanto eu odeio todas as outras pressões sociais, para me vestir de determinadas maneiras, me depilar, me maquiar, fazer cirurgias plásticas… Perto de todas as exigências estéticas e cosméticas impostas pela sociedade ocidental capitalista-consumista, sinceramente, a burka nem me parece uma ideia tão ruim assim. Você já tentou colocar no papel? Tenta. Anota aí. Todo o dinheiro que você gasta + todo o tempo que você gasta para se encaixar no padrão de beleza definido pela sociedade, pela mídia, pela propaganda, pelas revistas de beleza. E me diz se isso não ocupa uma parte considerável da sua vida e do seu orçamento.

Tem um post ótimo sobre isso, depilação e burka. Vale a pena, AQUI.


Mais alguma coisa que podemos incluir nessa lista de asneiras?

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2 comentários sobre “Eu não preciso do feminismo. Mesmo?

  1. Essa Dworkin é a mesma que disse que queria ver um homem espancado e sangrando com um tamando de salto alto na boca , como um porco com uma maçã na boca , enfim , quem vai confiar em gente desse naipe

    #KILLALLFEMINISTS

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