Modernidade sexual na Amazônia

A união de dois assuntos que eu A-M-O, nesse post que me foi indicado e pode ser lido no original em inglês AQUI.


Orgulho gay e casamento entre pessoas do mesmo sexo tendem a ser percebidos como símbolos da modernidade. O não-moderno está na Amazônia, onde indígenas vivem em um Eden selvagem intocado pelas forças globais. AInda assim, há orgulho gay e casamentos entre pessoas do mesmo sexo na Amazônia também. Há concursos de drag queens em velhas cidades seringueiras. As mulheres Tikuna defendem os relacionamentos homoafetivos como parte de regras ancestrais do clã. Se a Amazônia é de fato moderna, então o que é modernidade afinal e onde ela está localizada? A abordagem da sexualidade invalida o imaginário coletivo de que a Amazônia está desligada da política mundial e também quebra as associações da liberação sexual com a modernidade ocidental. Esse artigo olha para as sexualidades da Amazônia para desafiar as narrativas convencionais da modernidade global.

modernidade sexual

Claude Levi Strauss expôs os Tristes trópicos como presas para a dominação externa. Ecologistas alertam sobre forças globais destruindo as florestas da Amazônia (Hecht e Cockburn, 2010) enquanto antropologistas exacerbam a alteridade cultural da região (Viveiros de Castro, 1998). Mas uma perspectiva da sexualidade revela uma Amazônia imersa em tendências globais e participando da modernidade muito mais do que geralmente presumido. Sexualidades queer são coisas do dia-a-dia, revelando trópicos bastante gays. Em índios em lugares inesperados, Phillip Deloria (2004) explorou expectativas culturais que rotulavam os indígenas como tendo perdido a chance de modernizarem-se. Como uma mulher nativa em um salão de beleza, orgulho gay na Amazônia provoca risadas pois quebra expectativas de modernidade. A indigeneidade é incomum para as relações internacionais (Beier, 2009; Picq, 2014). Se as sexualidades da Amazônia nos surpreendem, é porque elas sinalizam a modernidade em lugares inesperados: Indigeneidades queer e Amazônidas cosmopolitas.

A diversidade sexual é fomentada por forças internacionais ou embutida em uma cultura local? A adoção do discurso LGBT na forma de paradas do orgulho gay indica a influência das estruturas globais usando uma linguagem internacional de direitos sexuais. Ainda assim, as experiencias homoafetivas dos Tikuna dentro do clã mostram que a diversidade sexual preda a codificação internacional. Os amazônidas utilizam a gramática internacional dos direitos sexuais, mas eles se engajaram em diversas sexualidades muito antes que a globalização tivesse dado a eles a linguagem política para expressar isso. Pode ser útil pensarmos em ‘Indigenous queerness,’ como o fazem ativistas de dois-espíritos (Two-Spirit é um termo guarda-chuva moderno usado por alguns indígenas norte-americanos para descrever indivíduos com gêneros variantes em suas comunidades, especificamente pessoas dentro de comunidades indígenas que são vistos como tendo espíritos tanto masculinos quanto femininos dentro de si. É um papel espiritual reconhecido e confirmado pelas comunidades indígenas Two-Spirit.) ao invés de sobrepôr as codificações LGBT sobre as complexas realidades da Amazônia. Práticas como sexo anal ocasional durante rituais, por exemplo, não podem ser simplesmente traduzidos como “sexualmente desviantes” ou como comportamento homossexual. Neste artigo, uma estudiosa de relações internacionais une esforços com uma antropóloga Tikuna para explorar a diversidade sexual na Amazônia. Nós combinamos questionários etnográficos com as relações internacionais para abordar as sexualidades amazônicas e questionar a associação da modernidade com a liberação homossexual de modo similar a Momin Rhaman. Nós não tentamos explicar as sexualidades amazônicas mas questionar as ideias a respeito do que a modernidade política é feita e por que ela não pode ser levada a significar um núcleo político ocidental. Esperamos desestabilizar as divisões entre núcleo e não-núcleo na política mundial.

Nós analisamos a política sexual ao longo do Rio Amazonas e os relacionamentos homoafetivos dentro das regras Tikuna de exogamia [1] para mostrar a extensão até onde o “local” e o “global” interagem um com o outro e se redefinem. Então nos propusemos a abordar as sexualidades nativas como queer e a liberação sexual na Amazônia como cosmopolitas, ao invés de modernas.

Orgulhos Amazônicos

Paradas do Orgulho Gay são comuns na Amazônia. Em 2012, Manaus celebrou seu décimo-sexto evento de orgulho gay. Iquitos (Peru) celebra o orgulho gay desde 2005 e elege a Miss Amazonia Gay. Mais de 10 cidades pequenas ao longo do Rio Amazonas já tiveram tais celebrações. Tabatinga e Mancapurú já tiveram seis paradas gays; Itaquatiara, Rio Preto da Eva, e Presidente Figueiredo tiveram celebrações múltiplas. A infame cidade mineradora Madre de Dios (Peru) também teve suas próprias celebrações. A lista continua, mas é importante notar outros eventos como o concurso anual de drag queens em Cavallococha (Peru). Outrora uma florescente cidade borracheira no Rio Amazonas, ciu no esqecimento quando a economia da borracha colapsou e o leito do rio mudou de lugar. Agora, Cavallococha hospeda um concurso aclamado internacionalmente qe atrai audiências drag queen de toda a América Latina (e de fora).

Manaus tem uma liga gay de vôlei e está crescendo nos mercados gays. A cidade reuniu esforços para criar um guia gay. A companhia aérea TAM patrocinou um encontro de ativistas gays e empreendedores das indústrias da moda e turismo para desenvolver uma estratégia de marketing focada no turismo amigável aos gays. As identidades e economias ecoam tendências globais. Iquitos, antes uma cidade borracheira, promove viagens de aventura na floresta tropical para homens abertamente gays.

A tendência é tangível em cidades menores como Benjamin Constant, uma cidade amazônica típica no Rio Javari cujo acesso se dá somente por barco na fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia. A cidade tem um time de futebol gay desde 2002. Os jogadores no começo eram vaiados mas conforme eles foram trazendo alegrias (e vitórias) para o time, eles se tornaram tão populares quanto os outros times. A cidade também tem um bloco de carnaval gay chamado “As Marias,” cuja rainha foi eleita rainha geral de todos os blocos carnavalescos. Vidas individuais também modelam a diversidade sexual da região. A escola de ensino médio de Atalaia do Norte, uma cidade acima do rio que compartilha a rua sem saída com Benjamin Constant, tem um professor de matemática incomum. Silvana vive sua vida pessoal como mulher, mas trabalha como homem. Ela divide uma casa com seu marido e é aceita como Silvana pelos vizinhos. Mesmo assim, toda manhã ela volta a seu velho eu masculino para ensinar. Em 2011, Benjamin Constant teve sua primeira Parada Gay, com travestis dançando ao hino gay “I Will Survive” em trajes sexy cheios de brilho. Mães carregando filhos pequenos buzinando em motocicletas, avós misturados com lésbicas indígenas, e jogadores de futebol desfilaram ao lado de profissionais do sexo.

Homoafetividade dentro da Exogamia Tikuna

Os Tikunas, um dos maiores grupos indígenas na Amazônia, consideram-se descendentes diretos dos rios amazônicos. [2] Eles mantém uma língua isolada [3] e cultivam tradições únicas como o ritual da moça nova. [4] Eles também têm regras tribais que respeitam casais de mesmo sexo. A “regra das nações” organiza as trocas conjugais entre tribos em regras de exogamia. Na cosmologia Tikuna, ‘casar bem’ é casar pessoas de tribos diferentes. Então alguém da tribo do pássaro (weri) poderia estar com alguém da tribo do jaguar (ai). As uniões são julgadas pelo pertencimento à tribo, não sexualidade. Uniões que não seguem essa regra são consideradas incestuosas (womatchi) [5] porque elas contaminam a terra para onde todas as pessoas retornam.

Estudiosos escreveram sobre o casamento Tikuna pela perspectiva convencional das uniões heterossexuais (Cardoso De Oliveira, 1959; Nimuendaju, 1982; Oliveira Filho, 1988; Goulard, 2009). Eles analisaram as uniões proibidas dentro da tribo, mas falharam em ver a permissibilidade das uniões homoafetivas. As mulheres Tikuna, em contraste, defendem o relacionamento homoafetivo como sendo consistentes com as regras tribais de exogamia. Elas defendem os lacos homoafetivos como algo que fortalece a regra das nações, como pertencentes à ancestralidade Tikuna. Para elas, restam poucas dúvidas de que a diversidade sexual é intrinsecamente indígena enquanto a discriminação sexual foi trazida por conta da popularidade das religiões evangélicas.

A chegada das igrejas neopentecostais alteraram as expectativas de casamento dentro da sociedade Tikuna. As uniões homoafetivas tornaram-se uma forma de pecado, abominável aos olhos de Deus, clandestino. As igrejas introduziram o lesbianismo como um amor proibido, permeando a cosmovisão Tikuna com moralidades exógenas que sinalizam o poder da religião sobre os povos indígenas. Para as mulheres Tikuna o que é prejudicial à sua cultura é a imposição externa das religiões por missionários não-indígenas. Metchincüna culpa a discriminação à intervenção dogmática religiosa. “Não pode ser errado, se fosse, teria sido desde o começo e não algo novo. Aquelas são pessoas que amam umas às outras verdadeiramente, que se entendem. Nossos ancestrais tiveram a experiência de pessoas vivendo vidas homoafetivas mas nunca interpretaram isso como algo malicioso, é a religião que veio interferir com nossa cultura tentando nos evangelizar, argumentando que nós precisávamos conhecer a Deus.” [6]

Nativamente Queer

As celebrações locais de Orgulho Gay refletem a adoção de direitos sexuais internacionais. Elas fornecem meios de expressar a diversidade sexual de formas reconhecíveis a olhares estrangeiros. Mesmo assim, a demanda para tais eventos é intrinsecamente crescente localmente. Não há nada estrangeiro sobre diversidade sexual na Amazônia, mesmo que ela evoque a legitimidade de práticas globais. A diversidade sexual não é nem um fenômeno novo nem uma importação global. Existe há muito tempo na Amazônia.

Na língua Tikuna, Kaigüwecü é a palavra que descreve um homem que faz sexo com outro homem; Ngüe Tügümaêgüé descreve uma mulher que faz sexo com outra mulher. Estevão Fernandes indica que expressões usadas mostram sexualidades plurais em outras línguas amazônicas. Em Tupinambá, tibira é um homem que faz sexo com homens e çacoaimbeguira é uma mulher que faz sexo com mulheres. [7] Outras línguas têm palavras para práticas queer: cudinhos em Guaicurus, guaxu em Mbya, cunin em Krahò, kudina em Kadiwéu, hawakyni em Javaé. Vale apena lembrar que vários antropólogos descreveram sexualidades homo/bi por toda a Amazônia, incluindo Lévi-Strauss (1996), Clastres (1995), e Gregor (1985). O queerness indígena é tangível mesmo onde não há conceitualização formal através de palavras.

O queerness indígena permeia não apenas a Amazônia, mas também amplamente as Américas. Em Oaxaca, Mexico, Juchitán de Zaragoza é famosa por sua aceitação de “muxes,” um equivalente Zapoteca de gay, que são mais visíveis lá que em outros lugares porque eles não sofrem discriminação. Nos Estados Unidos, nativo-americanos se referem a variação sexual através do conceito de Dois-Espíritos (Two-Spirits), e pelo menos três tribos reconheceram formalmente o casamento igualitário para casais de mesmo sexo. Instituições inter-governamentais agora reconhecem o queerness indígena. Em 16 de março de 2013, a Comissão Inter-Americana de Direitos Humanos da Organização de Estados Americanos ouviu os testemunhos de oficiais eleitos em um ppainel chamado “Situação dos Direitos Humanos das Pessoas Indígenas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexo nas Américas.”

O queerness indígena precede a estrutura LGBT global. A estrutura global permite um discurso de mobilização política por direitos, o reconhecimento de direitos civis e econômicos. Times de futebol gays, turismo gay-friendly (receptivo à gays) e paradas gay evocam um discurso internacional para abrir novos caminhos para tornar as identidades sexuais visíveis. Eles não criam novas sexualidades.

Amazônia Cosmopolita

As sociedades Tikunas são modernas porque permitem o amor homoafetivo? As estórias de diversidade sexual contadas acima nos convidam a reconsiderar as cartografias presumidas sobre modernidade. Elas desacreditam noçoes de periferias naturais isoladas da modernidade global e embutidas em processos coloniais. A Amazônia não é tão desembaraçada das dinâmicas globais nem é uma terra sem história (sexual). De maneira similar, narrativas que colocam a liberação sexual como um fenômeno moderno e ocidental precisam de ressignificação (Rhaman 2014).

É uma armadilha colocar a Amazônia ou os povos indígenas como modernos, reivindicar a periferia como cental. Ao invés disso, nós podemos abordar a indigeneidade como cosmopolita. Nikita Dhawan define cosmopolitanismo como “uma competência transcultural de negociar a diferença cultural, um movimento além dos entendimentos territoriais estreitos de identidade e pertencimento.” Ela defende o cosmopolitanismo como uma consciência global expansiva que se opõe às lealdades estreitas, vinculando um pertencimento à comunidade global baseado em passados compartilhados e futuros emaranhados, independentemente de diferenças religiosas, étnicas ou de gênero. Se Kant estava certo, essa habilidade de negociar diferenças transculturais em direção à uma socieade pluralista é o mais cosmopolita possível.

As sexualidades amazônicas não se opõem aos sistemas de pertencimento locais e internacionais. Elas complementam as narrativas globais de direitos sexuais com direitos culturais indígenas. Elas mostram uma competência transcultural de negociar diferenças (sexuais). Os povos Tikuna são cosmopolitas enquanto mantém e valorizam suas origens. Sua política sexual não é sobre modernidade nem devemos evocar narrativas coloniais para validá-las. A política amazônica, indígena e não indígena, rompe, ao invés de reiterar, as narrativas convencionais de modernidade.

Conclusão

As perspectivas sexuais importam porque elas revelam a ‘modernidade’ em lugares inesperados. A análise das celebrações de orgulho gay e casais homoafetivos Tikuna nos contam histórias ‘inesperadas’. Primeiro, é uma história que rompe as presunções de modernidade política como um todo. Quebra as presunções binárias que reduzem os indígenas emocionalmente; revela as constantes mudanças em jogo na sociedade indígena. O núcleo não é o criador da liberação sexual – o queerness existe em corpos e políticas através do não-núcleo, incluindo as sociedades amazônicas como a Tikuna. Segundo, é uma história que sugere uma Amazônia cosmopolita para se contrapôr às ideias de lugar selvagem e isolado parcamente habitado por povos sem história. Revela comunidades que criativamente negociam pontes para articular normas globais dentro de sistemas locais de direitos sexuais.

Fazer a Amazônia queer é um projeto teórico. Queer no sentido de mover-se para além da categorização e das fronteiras políticas. Queer no sentido de tornar visível o quanto o colonialismo e a sexualidade interagem dentro das lógicas perversas da modernidade. Estudiosos expuseram a heteronormatividade do colonialismo (Smith 2010), insistiram no valor de descolonizar os estudos queer e os estudos descoloniais queer (Driskill et al., 2011; Rifkin, 2011). As sexualidades amazônicas trazem luz à complementaridade das perspectivas queer e indígenas para pensar na modernidade global.

Notas

NB: Os autores gostariam de agradecer Maristher Guevara por sua assistência.

[1] Exogamia se refere ao costume de se casar com alguém de fora da sua comunidade, clan ou tribo.

[2] Tikunas se identificam como Magüta, “pessoas pescadas com uma vara pelo Deus Yoi.”

[3] Uma língua isolada não tem relação genealógica demonstrável com outras línguas. Tikuna é uma língua isolada com nenhum ancestral em comum com qualquer outra língua conhecida.

[4] O ritual Tikuna da Moça Nova durante a puberdade feminina marca a passagem da infância para a vida adulta, quando a menina se torna mulher.

[5] “Womatchi” significa viver uma relação proibida na cultura Tikuna, por exemplo, se dois membros da tribo Japó estão juntos, a relação entre irmãos de tribo é incestuosa.

[6] Entrevistas por Josi Tikuna, Alto Solimões, Amazonas, Brazil (2012).

[7] O documentário “Tibira is gay” mostra a variedade de identidades sexuais em comunidades indígenas.

References

Beier, M. (2009). International Relations in Uncommon places: Indigeneity, Cosmology, and the Limits of International Theory. New York: Palgrave Macmillan.

Cardoso De Oliveira, R. (1996). O índio e o mundo dos brancos. São Paulo: Editora da Unicamp.

Clastres, H. (1995). The Land-without-Evil: Tupi-Guarani Prophetism. Illinois: University of Illinois Press.

de Oliveira Filho, J. P. (1988). “O Nosso Governo”: Os Ticuna E O Regime Tutelar. São Paulo: Marco Zero.

Deloria, P. (2004). Indians in unexpected places. Kansas: University Press of Kansas.

Driskill, Q., Finley, C., Gilley, B. and Morgensen, S. L. (2011). Queer Indigenous Studies: Critical Interventions in Theory, Politics, and Literature (First Peoples: New Directions in Indigenous Studies). Arizona: University of Arizona

Gregor, T. (1985). Anxious Pleasures: The Sexual Lives of an Amazonian People. Chicago: University of Chicago Press.

Goulard, J. P. (2009). “Los Tikuna”. In: F. Santos and F. Barclay (eds). Guía Etnográfica De La Alta Amazonía. Vol. 1, pp. 309-444. Serie Colecciones Y Documentos /Ifea/Clasco.

Hetch, S. And Cockburn, A. (2010). The Fate of the Forest. Chicago: Chicago University Press.

Levi-Strauss, C. (1996). The Story of Lynx. Originally published 1991 as Histoire de Lynx, Catherine Tihanyi (Translator). Chicago: University of Chicago Press.

Mott, L. (2011). “A Homossexualidade Entre Os Índios Do Novo Mundo Antes Da Chegada Do Homem Branco”. In: I. Brito, Sexualidade E Saúde Indígenas. Brasília: Paralelo 15.Nimuendajú, C. (1982). “Os Índios Tukúna (1929)”. In: Textos Indigenistas. São Paulo, Loyola.

Nimuendajú, C. (1982). “Os Índios Tukúna (1929)”. In: Textos Indigenistas. São Paulo, Loyola.

Picq, M. (2014). Indigenous worldings. Arlene Tickner and David Blaney (eds), Claiming the Inteernational.New York, Routledge.

Rahman, M. (2014). Homosexualities, Muslim Cultures and Modernity. Basingstoke: Palgrave Macmillan.

Rifkin, M. (2011). When did Indians become straight? Oxford: Oxford Press.

Smith, A. (2010). “Queer Theory and Native Studies: The Heteronormativity of Settler Colonialism”, GLQ: A Journal of Lesbian and Gay Studies, 16 (1-2), 41-68.

Vieiros de Castro, E. (1998) “Cosmological Deixis and Amerindian Perspectivism,” The Journal of the Royal Anthropological Institute 4(3): 469-488.

SOBRE AS AUTORAS (MANUELA LAVINAS PICQ E JOSI TIKUNA):
Manuela Lavinas Picq é professora de relações internacionais na Universidad San Francisco de Quito (USF), Equador. Ela co-editou Sexualities in World Politics: how LGBTQ claims shape international relations (Routledge 2015) e Queering narratives of Modernity (Peter Lang 2015).

Josi Tikuna, uma Tikuna morando na região do Alto Solimões, é estudiosa de antropologia no Instituto de Natureza e Cultura/INC da Universidade Federal do Amazonas/UFAM. Ela é membra ativa do Movimento Indígena Brasileiro.

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