Sobre militância feminista.

Durante várias semanas seguidas, aliás, ha vários meses, tenho lido críticas em alguns perfis de facebook sobre o Coletivo, indiretas bem diretas para membras do Coletivo, sobre a atuação do Coletivo. Críticas essas sempre vagas, sempre recheadas de indiretas, meias palavras, geralmente direcionadas a minha pessoa e geralmente vindas de membras que mal participaram de uma ou duas atividades e ainda assim se acham com autoridade para apontar o dedo contra esse tal Coletivo. A raiva tem sido tão grande que inclusive mentiras foram ditas, mentiras essas que quando foram rebatidas com provas e testemunhas ocasionaram bloqueios, ofensas, “unfriends”.

As mais lindas...

As mais lindas…

Eu sempre tento conversar com pessoas que eu considero queridas e percebo descontentes, para ver o que podemos fazer, como podemos atuar, onde podemos melhorar. Mas confesso que essas tentativas são infrutíferas. Estive duas semanas esperando resposta de uma menina que andou comentando em posts por aí que “várias coisas do coletivo a deixavam insatisfeita” (não lembro se exatamente nesses termos), e eu queria saber o que exatamente. Porque né? Eu a vi em duas atividades somente, onde ela foi muito bem acolhida e teve todas as suas ideias aplicadas, então o que exatamente esse tal de coletivo tem feito de tão errado?

Não obtive respostas. Pelo menos nada muito claro. Ok, eu não acho que ninguém tenha a obrigação de me dar explicações sobre nada. Mas considero uma injustiça as pessoas estarem sempre dispostas a fazerem críticas (principalmente em público), mas nunca dispostas a dialogar e a resolver.

O coletivo não é a Geórgia, não é um ente abstrato, é feito pelas pessoas que participam.

Esse desabafo serve para fazermos uma reflexão pessoal mesmo. Para evitar o que aconteceu de rodo nos últimos meses: meninas que praticamente nunca deram as caras, nos atacando sabe-se lá por que. O Coletivo (qualquer coletivo) é feito POR NÓS. O Coletivo tem A CARA QUE NÓS DAMOS A ELE POR CONTA DA NOSSA PARTICIPAÇÃO NELE. Se o Coletivo não tem a cara que você gostaria que ele tivesse, talvez quem não esteja ~se dedicando~ o suficiente para imprimir essa cara seja você, e não essa ou aquela membra. Esta ou aquela membra não tem obrigação nenhuma, ela não ganha pago, ela não tem tempo suficiente (nem cérebro) para atender a todas as demandas e expectativas. Aliás, muitas de nós nem andam tendo muito saco depois de tanta bordoada.

Eu não lembro, nesses dois anos de história, de membras serem excluídas ou ideias serem banidas. Ninguém dentro do coletivo tem esse poder! Cada uma dá sua sugestão e opinião quando acha que cabe, mas é um Coletivo, se alguém tem um projeto a fazer, arregace as mangas, junte mais duas ou três minas e faça, independentemente de algumas pessoas vistas como líderes concordarem ou não.

Enquanto apenas quatro ou cinco meninas apenas arregaçam as mangas e outras dez apontam dedos, não vejo futuro para a revolução feminista.

O que se pede é: por favor, que aprendamos a conjugar o coletivo na primeira pessoa do plural: NÓS. Que todas reconheçam a sua responsabilidade antes de apontar dedos. Se o Coletivo hoje não sobe o morro, desce o barranco escorregando no barro, atravessa o pasto (metáforas by Ester Graf) não é apenas por incompetência minha, que não manjo de como fazer isso. Se hoje o Coletivo não faz isso é porque nenhuma de nós trouxe ideias viáveis (nem inviáveis na real) de projetos para fazermos. Mas muitas nem pensam duas vezes antes de acusar o Coletivo de elitista ou que só se preocupa com mimimi classe média.

Hoje somos isso? Acho que somos sim. Mas se ser isso é um problema (e sim, acho q é), vamos pensar juntas? Vamos vir nas reuniões? Vamos desenvolver um projeto? Ou mesmo vá você desenvolver OUTROS projetos com OUTROS coletivos ou instituições.

Nenhuma feminista de Blumenau é obrigada a fazer parte do Casa da Mãe Joana. Mas o reclamar por reclamar acho de uma má-fé tremenda. E magoa, sabe. Magoa quem pelo menos tá tentando fazer alguma coisa.​

Um comentário sobre “Sobre militância feminista.

  1. Comentários de pessoas que não tem mais o que fazer. Só acho! Aquela coisa de: “Talvez, quem sabe, um dia, se eu falar mal delas, elas me dêem atenção”. Tudo E-veja dessas lindezas todas aí! ^^

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