Férias no norte – Chegada a Santarém

Estou adiando há mais de uma semana a tarefa de escrever o diário das minhas férias por dois motivos: (1) 2014 está uma loucura e; (2) ainda estou sofrendo de saudades. Meio que não quero pensar muito e lembrar de tudo de fantástico que aconteceu lá porque dá uma dorzinha no coração.

A primeira coisa que todo mundo me pergunta quando fica sabendo das minhas férias é por que raios eu fui escolher ir para o Norte. Minha resposta para isso é como você consegue viver tendo conhecido a Disney e não a Amazônia? Zoeira, claro, cada um que viaje para onde lhe apetece mais, e a grande maioria das pessoas que eu conheço não teria achado a M-E-N-O-R graça na maior parte das coisas que eu fiz, então… Quis ir pro Norte porque sempre quis ir pro Norte, oras! E ter conhecido um pedacinho (pedacinho mesmo) extrapolou todas as mnhas expectativas.

Talvez porque eu nem tivesse muitas expectativas. No sentido de que eu não fazia a menor ideia do que esperar. Pra mim, Pará e Amazonas eram duas regiões míticas, sobre as quais eu sempre ouvi falar mas não sabia exatamente se as histórias eram reais, se determinadas coisas existiam mesmo. O Norte é mais país estrangeiro do que muitos países estrangeiros…

Santarém foi uma decisão prática: minha mãe, que passou a primeira semana das férias comigo, tem uma amiga lá. Eu é quem quis esticar, e aproveitei que Manaus é perto pra seguir viagem sozinha. Mas essa decisão “prática” acabou sendo recheada de adoráveis surpresas.

O avião (fui de Azul) saiu de Navegantes, conectou em Campinas, dali pra Manaus e de Manaus pra Santarém. Um dia inteiro em aeroportos passando necessidades alimentares. Quando falei na lanchonete do aeroporto de Manaus que não comia carne, a moça gargalhou na minha frente e disse que eu não encontraria nada para comer. De fato, não encontrei. Pelo menos não ali no aeroporto.

A chegada em Manaus foi emocionante. Como eu sempre quis conhecer a Amazônia, e já estava planejando a viagem há meses, estava com o coração ansioso… Avião indo indo indo, de repente vi um rio.

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Água eu já tinha visto muita, lá tem água por tudo. E é sério isso, POR TUDO. Mas só nessa hora aí vi algo grande suficiente para chamar de rio. Coração disparou, nossa, não acredito, é o Amazonas, oi Amazonas, tô aqui, cheguei, vamos nos conhecer, cara, como você é enorme, muito maior do que eu imaginava, muito maior do que nas fotos, que lindo, quanto mato, quanto verde, quanta água, quero chegar perto, quero molhar meus pés em você… Peraí, deixa eu pegar minha câmera, preciso registrar esse momento…

Foto vai, foto vem, eu ali, embasbacada, admirando aquele rio gigante cheio de veias, rio por tudo, rio por todos os lados, quando de repente vejo isso:

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Mas peralá… Como assim? Esse rio é preto… Só pode ser o Rio Negro… Mas… Mas… Onde tem Amazonas não tem mais Negro.

Absurda constatação: aquele rio de antes não era o Amazonas. Era o Solimões. Aquele rio ENORME, espalhado por tudo, cobrindo tudo, nem era tão grande assim. Só mais pra frente ele iria se juntar com o Negro e daí sim virar Amazonas (não vi o encontro das águas desses dois, pode me matar). Mas eu já estava no auge da excitação, já estava super sensível, já estava explodindo em sensações, portanto só me restou… Chorar. Eu, da janela do avião, não acreditando no que tava vendo, não conseguindo conceber como pode ser possível tamanha beleza e grandiosidade, deixando escapar lagriminhas solitárias.

Pousamos em Manaus, trocamos de avião para seguir para Santarém. Um teco-teco que tremia muito. :/

A Néia, amiga da minha mãe, foi nos buscar no aeroporto e nos levou até o hotel. Super simples (mas com café da manhã fantástico), e bem de frente para o Rio Tapajós. A orla é linda, e eu acho que nunca vi tantos barcos juntos…

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Como chegamos as 18:00 (Santarém não tem horário de verão, então aqui era 19:00 e lá 18:00) ainda deu tempo de dar uma caminhada pela orla e conhecer a área. Caminhar pela orla de Santarém acabou sendo a minha atividade preferida, mas acho que o motivo principal era para ficar perto do rio. Sério, to apaixonada por todos os rios que conheci lá.

O sotaque é lindo, as pessoas são lindas, o lugar é lindo. Lugar de gente simples, mas nem por isso menos bonito. Lugar de brasileiros. E lugar de comida barata também… Nunca comi tão bem gastando tão pouco.

Mas o resto das histórias virão em outros posts…

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