Quando as férias acabam.

To aqui, de boas, no aeroporto de Manaus, numa conexão longuíssima, esperando eternamente e chorando a cada cinco minutos por causa de todas as pessoas possíveis do whatsapp. Eu já tive mil férias legais, eu – como você, provavelmente – tenho férias todos os anos, mas essa foi particularmente especial, por motivos que eu vou descrever em posts vindouros e por motivos que poucos saberão.

2014 é pra ser aquele ano, aquele ano pelo qual estou esperando há quase dois anos, ansiosamente, fervorosamente. Então tem isso também. Essa expectativa com relação ao GRANDIOSO 2014 que vai começar, de fato, assim que eu colocar meus pés em Blumenau. 2014 é ano da minha primeira maratona e ano de entrar no mestrado. Só duas coisas, aham. Mas as duas coisas mais difíceis e everésticas que já fiz na vida. Talvez a compra da casa, mas isso é plano B, se o mestrado der errado. Enfim.

Ouvi, pela milésima vez nessa vida (e devo ter ouvido isso em vidas passadas) que sou fria e distante. Acho curioso, especialmente porque acontece um turbilhão de sensações e emoções dentro de mim o tempo inteiro. E até repenso todos os meus julgamentos anteriores sobre as pessoas ditas frias e distantes, a idéia mais do que errada de que elas não sentem. Acho que esse aparente não-sentir (para alguns, claro) é só defesa mesmo. Porque pra mim é. Só o que eu fiz, desde que saí de Blumenau quase um mês atrás, até esse momento em que escrevo esse post, foi sentir. Foram dias recheados de momentos emocionantes, mas emocionantes mesmo.

Desde o contato com esse povo fantástico do norte, a festinha de aniversário surpresa preparada por pessoas que eu havia acabado de conhecer, os dias na comunidade indígena, a viagem de barco, os cheiros, as frutas, os sotaques, os MILHARES de derivados de tapioca, os sabores, os franceses (que surpresa fantástica ter feito parte da vida desse casal), os cachorros que me deram bola e os que me ignoraram, tudo foi uma explosão de sentidos, com uma intensidade ímpar, que me fazem sofrer de um jeito um pouco mais especial do que o que sofri em outros finais de férias.

Não faço turismo de paisagem. Não fico em hotéis de luxo. Não coleciono fotos. Não passeio em shoppings. Faço turismo de gente, e de experiências. Aliás, turismo de gentes É turismo de experiências. Amei tudo, amei todos. Ter finalmente sido hóspede ao invés de anfitriã do Couchsurfing foi a melhor escolha que eu poderia ter feito. E me apaixonei pelo Brasil, pela milésima vez, tomada por uma vontade quase que incontrolável de vasculhar cada cantinho e cada buraco desse país fantástico, tão bagunçado e que dá tão certo ao mesmo tempo.

Isso é só uma introdução, para preencher o tempo entre um vôo e outro. Ainda vou escrever e publicar aqui, bonitinho, meu Diário de Campo, registrando tudo o que eu puder lembrar. Até porque não quero que nenhum detalhe fique nublado pelo tempo. Mas definitivamente, a marca da viagem foi o tacacá, viu?

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Um comentário sobre “Quando as férias acabam.

  1. Oi Georgia! Fico feliz que queira entrar no Mestrado! É uma fábrica de loucos da qual AMO FAZER PARTE! Rsrsr. Local de muito conhecimento e de pessoas amadas. Eu encerro o meu este ano e já tenho saudades (mentira só um pouco). É sofrido mas é gratificante. Este ano você corre sua primeira maratona e eu os meus primeiros 5km! Força na peruca que esse ano promete!!!
    Beijos

    Naiara Tibola

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