O Violinista ou Uma defesa do aborto

Alguém me falou desa teoria do violinista em algum debate do Face e eu fiquei de pesquisar depois, e, bem, esse post é mais uma tradução da Wikipedia do que qualquer outra coisa. Só porque achei interessante que mais gente conhecesse mais teorias e posicionamentos.

Então…

“A Defense of Abortion” é um artigo de filosofia moral escrito por Judith Jarvis Thomson e publicado em 1971. PRESUMINDO, no trabalho, que um feto tenha direito a vida, Thomson argumenta a favor da permissibilidade moral de um aborto induzido. Nesse artigo, ela trabalha com várias “metáforas” para explicar vários posicionamentos sobre o aborto, mas o que me chamou mais a atenção foi “o violinista”, até porque é o de mais fácil compreensão…

Judith Jarvis Thomson

Judith Jarvis Thomson

O violinista

Você acorda de manhã e se descobre grudada pelas costas a um violinista inconsciente. Um violinista inconsciente famoso. Descobriram que ele tem um problema fatal no fígado e a Sociedade de Amantes da Música avaliou todos os registros médicos disponíveis e descobriu que você e ninguém mais além de você tem o tipo sanguíneo adequado para ajudar. Portanto, eles te sequestraram, e na noite passada o sistema circulatório do violinista foi plugado ao seu, para que o seu fígado possa ser usado para extrair o veneno do sangue dele, assim como do seu também. Se ele for desconectado de você agora, morrerá; mas em nove meses ele terá se recuperado de sua doença e poderá ser desplugado de você.

Thomson alega que você agora pode se desconectar do violinista mesmo que isso cause a morte dele. O direito à vida não vincula o direito a usar o corpo de outra pessoa, e portanto desplugar o violinista não viola o direito dele à vida mas simplesmente o priva de algo – o uso do seu corpo – ao qual ele não tem direito. Você permitir que ele continue usando o seu fígado é apenas uma bondade da sua parte, e não algo que ele possa requerer como se fosse sua obrigação.

Pela mesma razão, Thomson diz, o aborto não viola o direito do feto à vida, mas sim apenas priva o feto de alguma coisa – o uso do corpo da mulher grávida – a qual ele não tem direito. Portanto, interromper a gravidez não é uma maneira de a mulher violar suas obrigações morais, mas sim a mulher que prossegue com a gravidez é quem é uma “boa samaritana”, por ir ALÉM das suas obrigações.

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