Estágio, estágios…

Ontem foi a apresentação do meu relatório de estágio. Foi o último estágio que envolvia regência de classe (lecionar de fato). O próximo e último estágio, em Gestão Escolar, vai envolver somente observação e entrevista com a gestora ou coordenadora da escola, não sei ainda.

Meu relatório foi absolutamente medíocre, minha apresentação idem, mas porque minha cabeça está voando longe e porque essa prática foi TÃO aquém das minhas expectativas, de uma forma que eu jamais poderia imaginar. Eu definitivamente não sei fazer algo que eu não goste. Não nasci para sofrer, não consigo lidar com isso. Menina birrenta mal acostumada a não fazer nada contra a minha vontade.

O fato é que os meus quatro estágios (e consequentemente meu trabalho de graduação) têm que estar alinhados na mesma área de concentração e dentro de um tema específico. Dentre as alternativas oferecidas pela instituição de ensino onde estudo, a área de concentração foi  Educação, escola e políticas públicas e o tema específico sendo Estudos voltados para a relação entre educação e sociedade. Minha intenção era fazer essencialmente uma pesquisa bibliográfica colhendo informações sobre a influência dos conteúdos atitudinais em sala de aula, observar esses conteúdos sendo transmitidos durante a minha assistência de aulas tanto do professor para os alunos quando dos alunos entre si e posteriormente avaliar a minha prática nessa área.

O fato é que… Bem, errei, né, óbvio. Escolhi um assunto extremamente abrangente para ser trabalhado em 8 horas de assistência + 20 horas de regência. No final das contas, parti de premissas equivocadas no projeto que se provaram inconsistentes na assistência + prática, ou simplesmente impossíveis de serem observadas durante o tempo determinado. Isso tanto no primeiro quanto no segundo estágios.

Resultado: frustração, um trabalho incompleto, e conclusão nenhuma.

O que me faz questionar, e muito, o modo que a instituição determina que sejam feitos os estágios. Inicialmente minha intenção era trabalhar educação informal no trabalho de graduação, mas não teria a menor possibilidade de eu conseguir encaixar os estágios nesse tema (apesar de ele estar elencado na lista de possibilidades de temas específicos). Então acabei caindo na vala comum que todo sociólogo da educação já pesquisou nesse país.

Saí da aula triste. Tão triste que nem vou fazer bico quando receber uma das notas que espero ser a mais baixa desde que entrei na faculdade. Não existe nada nessa vida para a qual me dedique mais do que estudar. Não tem nada que eu goste mais de fazer. E é foda quando você passa tanto tempo fazendo o que mais gosta e percebe que chegou numa rua sem saída. 😦

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