A (in)verdade da violência

Pegando o gancho do meu post sobre a lei da palmada, achei esse artigo lindo, do Paulo Carbonari, sobre violência em geral, no site do Comitê Estadual Contra a Tortura do Rio Grande do Sul. Vale muito a pena ler…

Muitas verdades, por longos séculos aceitas e repetidas, deixaram de sê-lo não por outro motivo senão porque outras as substituíram em condições mais satisfatórias. Um exemplo clássico é certamente o que ilustra o debate renascentista sobre os máximos sistemas do mundo, se geocêntrico (como indica a percepção imediata e na qual se acreditou por séculos) ou se heliocêntrico (como pareciam exigir os cálculos matemáticos copernicanos ou as observações galileanas). Na vida prática o mesmo parece ocorrer, dado que ações tidas como absolutamente boas passam a ser execradas por serem atentatórias à dignidade humana. Um exemplo clássico é certamente o que levou a humanidade a reposicionar o significado de punir aos semelhantes que realizam ações maléficas: punir erros ou crimes com castigos físicos, com tortura (a melhor forma de submeter o infrator à expiação da culpa e à sua remissão por séculos), passou a ser condenado por ser tratamento cruel, desumano e degradante. [Continue lendo]

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